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Sonora Brasil traz Cocos de Pernambuco para Belém e Castanhal 
 

O ritmo típico do nordeste brasileiro, aquela batida de pés que contagia e sem perceber você já começa a imitar. A batida do coco, o coco de roda, samba de coco, coco de zambê, coco de pareia, coco furado, coco de embolada, enfim, são muitas as variantes que justificam a denominação “cocos”, sempre no plural. Será essa expressão lítero-cênico-musical que circulará pelo Pará pelo projeto Sonora Brasil. A primeira etapa 2017 trouxe ao Pará, em maio, o grupo Samba De Pareia Da Mussuca (SE) e, em agosto o Coco de Iguape, do Ceará. Para esta terceira etapa, o estado de Pernambuco será representado com o grupo Coco de Tebei em Castanhal dia 11/10 e em Belém dia 12/10.  A classificação é livre e a entrada é franca.

O Sonora Brasil é um projeto temático do Serviço Social do Comércio (Sesc) que tem como objetivo trazer ao público expressões  musicais pouco difundidas que integram o amplo cenário da cultura musical brasileira. Em sua 20ª edição, apresenta os temas “Na pisada dos cocos” e “Bandas musicais: formações e repertórios” que serão desenvolvidos no biênio 2017/2018 por todo o Brasil com a participação de quatro grupos em cada tema. No Pará o tema a ser desenvolvido em 2017 será “Na pisada dos cocos” trazendo os grupos: Coco de Zambê (RN), Samba de Pareia da Mussuca (SE), Coco do Iguape (CE) e o Coco de Tebei (PE). O projeto busca despertar um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão da música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico, que valorizam a autenticidade sonora das obras e de seus intérpretes.

O Coco de Tebei é cantado por mulheres e dançado por casais. Não utiliza instrumentos e a base rítmica é marcada pela pisada dos dançadores. A sonoridade que resulta do canto somado ao ritmo da pisada nos remete, de certa forma, a uma ritualística indígena, que se caracteriza pelo contraste de timbre entre o metal das vozes femininas e o som seco da pisada no chão, e pela ausência de nuances em cada um dos elementos.Também faz parte da memória do grupo a cantoria do rojão, associado ao uso da enxada na preparação da terra para o plantio.

Esse coco é praticado por um grupo de agricultores e tecelões da comunidade Olho D’Agua do Bruno, na cidade de Tacaratu, Pernambuco, localizada na região do Médio São Francisco, próximo à divisa com Bahia e Alagoas. A paisagem local é típica do sertão nordestino: terra seca, casas esparsas e muito precárias, mandacaru e alguma criação animal.

As irmãs Maria Araújo, Maria Feitosa, Antônia Germana e Maria do Carmo contam que a prática do Coco de Tebei vem de gerações passadas, e com muito orgulho citam seus avós e bisavós como pessoas que ajudaram a cultivar essa tradição. Em suas memórias a dança do coco está associada à construção de casas de taipa, quando as famílias se reuniam em adjutório para “taipar” uma nova casa. Na preparação os homens cavavam o barro e as mulheres carregavam a água, num processo rústico de produção da massa que tapava as treliças de bambu ou galhos de árvores em forma de parede e que também forravam o chão que era “pilado” na hora da dança. Nessa época ainda não usavam a expressão Tebei, a dança era identificada como coco de roda. Não sabem precisar os motivos da mudança, atribuída por eles a uma evolução do grupo ao longo do tempo, mas reconhecem que a prática é a mesma. Quando o assunto é a continuidade do Tebei há divergências entre as irmãs que percebem de forma distinta o envolvimento dos jovens, e dizem que hoje, como não constroem mais as casas de taipa, as pessoas estão parando de dançar.

O grupo é formado por pelas cantadeiras Maria do Carmo de Jesus, Nivalda Rosa Gomes do Nascimento e Maria Nazaré Nunes dos Santos e pelos dançadores José Lira dos Santos e Janaína Maria dos Santos, Edna Nivalda do Nascimento Silva e Agnaldo José da Silva, Genivaldo Lira dos Santos e Edilane dos Santos.

Sobre o Sonora Brasil

Em cumprimento à sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra de fundamentação artística não comercial, o Sonora Brasil é considerado o maior projeto de circulação musical do país, realizando aproximadamente 450 concertos por ano, passando por mais de 100 cidades, a maioria distante dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira e contribui para o conjunto de ações desenvolvidas pelo Sesc visando à formação de plateia. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e, consequentemente, estimulando suas carreiras.

 

Serviço:

Sonora Brasil

Na Pisada Dos Cocos - Coco de Tebei  (PE)

 

 

Castanhal

Dia: 11/10/2017

Hora: 19h30

Local: Sesc em Castanhal (Av. Barão do Rio Barão, 10 – Nova Olinda)

 

Belém

Dia: 12/10/2017

Hora: 19h

Local: Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523)

 

Informações:  (91) 3224-5654/3224-5305 (Centro Cultural Sesc Boulevard)

                       (91) 3721-2294 (Sesc em Castanhal)

                       (91) 4005-9584 / 4005-9587 (Coordenação de Comunicação do Sesc no Pará)

Entrada Franca

cecomsescpa@gmail.com

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Tags: Sonora Brasil, Cocos de Tebei, Música.

 

 
 
Publicado em 04/10/2017
 

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